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PEI - DESGASTE POR ABRASÃO / *NBR 13818

A sigla PEI (Porcelain Enamel Institute) indica a resistência ao desgaste do esmalte que cobre o piso. Quanto maior o PEI do piso, mais seu esmalte será resistente a agressões como sujeira, arranhões, areia ou fluxo intenso de pessoas e veículos.

ABRASÃOLOCAL UTILIZAÇÃO

PEI 0

PAREDES


Ideal para paredes. Como não há trânsito de pessoas, não é preciso uma superfície preparada para proteger o esmalte da peça.

PEI 1

TRÁFEGO BAIXO


Ideal para banheiros residenciais. Afinal, nesses ambientes as pessoas não ficam circulando o tempo todo, causando atrito no esmalte.

PEI 2

TRÁFEGO MODERADO


Ideal para ambientes residenciais que não tenham proximidade com áreas externas, como quartos ou uma sala de televisão.

PEI 3

TRÁFEGO MÉDIO


Ideal para todos os ambientes residenciais, que tenham ou não proximidade com áreas externas e que tenham tráfego médio de pessoas.

PEI 4

TRÁFEGO ALTO


Ideal para ambientes comerciais de baixa circulação e para todos os ambientes residenciais e com alto tráfego de pessoas.

PEI 5

TRÁFEGO ALTÍSSIMO


Ideal para áreas externas de ambientes residenciais e para áreas comerciais de grande circulação.



Afinal, o que é PEI?
PEI é uma sigla que significa “Porcelain Enamel Institute”, que em português significa algo como “Instituto do Esmalte para Porcelana”. Esse é o nome do instituto, localizado nos Estados Unidos, que inventou um teste para medir a resistência à abrasão superficial dos revestimentos cerâmicos esmaltados e classificá-los de acordo com seu desempenho no teste.
A ideia do ensaio de PEI é simular a degradação do esmalte da cerâmica ao longo do tempo, geralmente causado pelo atrito entre o piso, partículas de sujeira e calçados, equipamentos, rodinhas etc.
O teste funciona assim: colocam-se pequenas esferas de aço (de 1 a 5mm de diâmetro) em cima do esmalte da peça, e então uma tampa que impeça essas esferas de saírem de lá. A seguir, o conjunto é colocado em uma máquina que fica girando em círculos e marcando quantos giros foram dados. Quanto mais giros o esmalte aguentar sem que os riscos fiquem aparentes, maior é o número de sua classificação PEI.
Abrasão superficial, por sua vez, é o quanto o esmalte desgasta, ou seja, quantos riscos e arranhões são causados na superfície da peça cerâmica esmaltada durante o ensaio. Quanto maior a classificação PEI da cerâmica, maior é a resistência do seu esmalte medida no teste.
É essencial destacar que a classificação PEI é exclusiva para revestimentos cerâmicos esmaltados, isto é, os produtos que possuem uma camada decorativa – o esmalte – e uma da camada de suporte – o biscoito. Essas duas camadas são separadas por uma terceira camada chamada engobe. Ela serve para preparar a superfície da base para receber a decoração (geralmente branca e opaca).
As cerâmicas não esmaltadas, por sua vez, possuem um corpo único. Ou seja, toda a camada de suporte é decorada, não apenas sua superfície.


E Local de Uso, para que serve?
O Local de Uso é outra maneira de declarar a resistência à abrasão das cerâmicas esmaltadas. Além levar em consideração a classificação PEI, o fabricante analisa outras propriedades (físicas e químicas) da superfície da peça, como a composição do esmalte ou sua durabilidade, para então declarar os locais em que ela pode ser assentada.
Uma das principais razões para a Pointer declarar o Local de Uso de seus produtos é o fato de que a classificação PEI ainda gera dúvidas entre os especificadores: “Para sala preciso de PEI 2, 3, 4 ou 5?”.
É bastante comum os especificadores saberem que produtos PEI 1 só podem ser usados na parede e que áreas de alto tráfego devem receber um produto PEI 5. Todas as outras possibilidades geram dúvidas e frequentemente desperdício, pois, para ter certeza que não haverá problemas, o projetista acaba especificando um produto muito mais resistente — e caro — do que o ambiente necessitava.
Além disso, muitos clientes e especificadores confundem o PEI do produto com sua qualidade, o que não é verdade: a classificação PEI refere-se apenas à abrasão superficial do esmalte. A qualidade da cerâmica depende de vários fatores, inclusive do local onde são aplicadas.
Outra questão que motivou a declarar o Local de Uso foi o fato de que, em produtos claros, o PEI geralmente é alto e, em cerâmicas mais escuras, o PEI geralmente é baixo, uma vez que é mais fácil observar riscos e abrasões em produtos mais escuros.
É como nos automóveis: carros pretos aparentemente “riscam mais” que os brancos. Na verdade as duas tintas são igualmente boas (têm o mesmo desempenho) e, por consequência, uma risca tanto quanto a outra. A diferença é que nos carros pretos os riscos são mais visíveis, causando a impressão que eles riscam mais. No ensaio de PEI, esse fato acabava mascarando os resultados, que não refletiam a verdadeira qualidade ou resistência dos produtos.


Afinal, o que é PEI?
PEI é uma sigla que significa “Porcelain Enamel Institute”, que em português significa algo como “Instituto do Esmalte para Porcelana”. Esse é o nome do instituto, localizado nos Estados Unidos, que inventou um teste para medir a resistência à abrasão superficial dos revestimentos cerâmicos esmaltados e classificá-los de acordo com seu desempenho no teste.
A ideia do ensaio de PEI é simular a degradação do esmalte da cerâmica ao longo do tempo, geralmente causado pelo atrito entre o piso, partículas de sujeira e calçados, equipamentos, rodinhas etc.
O teste funciona assim: colocam-se pequenas esferas de aço (de 1 a 5mm de diâmetro) em cima do esmalte da peça, e então uma tampa que impeça essas esferas de saírem de lá. A seguir, o conjunto é colocado em uma máquina que fica girando em círculos e marcando quantos giros foram dados. Quanto mais giros o esmalte aguentar sem que os riscos fiquem aparentes, maior é o número de sua classificação PEI.
Abrasão superficial, por sua vez, é o quanto o esmalte desgasta, ou seja, quantos riscos e arranhões são causados na superfície da peça cerâmica esmaltada durante o ensaio. Quanto maior a classificação PEI da cerâmica, maior é a resistência do seu esmalte medida no teste.
É essencial destacar que a classificação PEI é exclusiva para revestimentos cerâmicos esmaltados, isto é, os produtos que possuem uma camada decorativa – o esmalte – e uma da camada de suporte – o biscoito. Essas duas camadas são separadas por uma terceira camada chamada engobe. Ela serve para preparar a superfície da base para receber a decoração (geralmente branca e opaca).
As cerâmicas não esmaltadas, por sua vez, possuem um corpo único. Ou seja, toda a camada de suporte é decorada, não apenas sua superfície.