E Local de Uso, para que serve?
O Local de Uso é outra maneira de declarar a resistência à abrasão das cerâmicas esmaltadas. Além levar em consideração a classificação PEI, o fabricante analisa outras propriedades (físicas e químicas) da superfície da peça, como a composição do esmalte ou sua durabilidade, para então declarar os locais em que ela pode ser assentada.
Uma das principais razões para a Pointer declarar o Local de Uso de seus produtos é o fato de que a classificação PEI ainda gera dúvidas entre os especificadores: “Para sala preciso de PEI 2, 3, 4 ou 5?”.
É bastante comum os especificadores saberem que produtos PEI 1 só podem ser usados na parede e que áreas de alto tráfego devem receber um produto PEI 5. Todas as outras possibilidades geram dúvidas e frequentemente desperdício, pois, para ter certeza que não haverá problemas, o projetista acaba especificando um produto muito mais resistente — e caro — do que o ambiente necessitava.
Além disso, muitos clientes e especificadores confundem o PEI do produto com sua qualidade, o que não é verdade: a classificação PEI refere-se apenas à abrasão superficial do esmalte. A qualidade da cerâmica depende de vários fatores, inclusive do local onde são aplicadas.
Outra questão que motivou a declarar o Local de Uso foi o fato de que, em produtos claros, o PEI geralmente é alto e, em cerâmicas mais escuras, o PEI geralmente é baixo, uma vez que é mais fácil observar riscos e abrasões em produtos mais escuros.
É como nos automóveis: carros pretos aparentemente “riscam mais” que os brancos. Na verdade as duas tintas são igualmente boas (têm o mesmo desempenho) e, por consequência, uma risca tanto quanto a outra. A diferença é que nos carros pretos os riscos são mais visíveis, causando a impressão que eles riscam mais. No ensaio de PEI, esse fato acabava mascarando os resultados, que não refletiam a verdadeira qualidade ou resistência dos produtos.